quarta-feira, 7 de março de 2012


A economia Açoriana, só conseguirá diminuir a sua dependência externa com o aumento da sua capacidade de produzir riqueza, seja com ou sem apoio externo (de preferência com). Esses 50% que são referidos, terão sempre de vir algum lado, a não ser que se aceite recuar a economia algumas dezenas de anos, e que o desemprego atinja os 30% ou mais, e que tenhamos a desertificação de algumas ilhas. Será importante perceber, quais sectores têm realmente capacidade de melhorar a nossa balança comercial. Sendo que vivemos em ilhas e em localização desfavorável a exportação de produtos em massa, na minha opinião, o motor de economia só poderá ser o turismo. Todos os outros poderão ser complementares. Para isso primeiro, é preciso que saibamos sobre turismo. E, acreditem, não sabemos. Com todo o respeito para todos, e com as devidas excepções, somos ignorantes nesse aspecto. Necessitamos rapidamente de ter um noção muito clara do que vai ser o turismo no mundo nos próximos dez anos, qual a evolução da grande maioria dos produtos turísticos. O principal erro que tem sido cometido até agora, é trabalharmos com pressupostos completamente ultrapassados. As nossa estratégia é sempre correr atrás, em vez de sermos pro-activos e anteciparmos as movimentações e trends. Terá de ser definida um plano estratégico de desenvolvimento, com objectivos e acções muito claras, para que se consiga daí desdobrar todas as políticas económicas. Esses objectivos deverão ser comunicados. Deverão ser alinhar todos os aspectos da governação por esse documento estruturante, e todos os vectores de desenvolvimento, ou potenciares do mesmo, deverão fazer sentido com os objectivos definidos, e contribuir para o atingir dos mesmos. Não faz sentido que, por exemplo, um sector não considerado estratégico, seja apoiado do mesmo modo que um não estratégico, como acontece neste momento. Em complementaridade deverá ser perceber que produtos produzimos, e que podem ser competitivos nos mercado global. Infelizmente são muito poucos, e podem ter um peso muito reduzido num modelo de economia realmente autónomo.

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