A virtualização da nossa vida não é propriamente uma novidade. A partir do momento em que começou a utilização dos meios de pagamento electrónicos, em 1985, iniciou-se esse processo de desmaterialização, primeiro do dinheiro, mas depois, também, de muitos outros elementos do nosso quotidiano. Pode-se dizer que Portugal não é uma referência, em geral, no que diz respeito à penetração de tecnologias na sociedade. No entanto, existem, pelo menos, duas honrosas excepções: os telemóveis e o multibanco. De facto, os portugueses aderiram de forma entusiasta ao "dinheiro de plástico", tonando-se numa referência mundial no que diz respeito a utilização desse meio de transacção de dinheiro. E, este foi o início da vaporização material de boa parte de tudo aquilo que até então era fisicamente palpável e presente à nossa volta.
Esta evolução está à nossa volta em coisas
simples, mas impõe-se também no que são os relacionamentos empresariais e
sociais. O advento das redes sociais tem tido um impacto decisivo neste
processo de desligamento físico de processos, sejam eles de interligação de
instituições,[retira esta vírgula] ou de interações entre pessoas.
Nas organizações,
é hoje possível a quase completa virtualização de todos os aspectos de
comunicação e fluxo de informação. Por exemplo, uma empresa pode não possuir
qualquer infraestrutura de tecnologias de informação (TIC), não ter um único
servidor informático, não existir um único documento físico. Pode até, nem
possuir qualquer computador, isso se falarmos no que é tipicamente identificado
como computador. Necessita apenas de um equipamento para acesso à Internet sem
capacidade de armazenamento de dados. Toda a plataforma está fora do que são os
limites físicos das instalações. Podemos dizer que tudo está na
"Nuvem".
Esta nova realidade potencia a aplicação de recursos e esforços naquilo que é a
missão e visão da empresa. Deixando a gestão da sua plataforma TIC para
empresas especialistas, que garantem capacidade de resposta e acabam por
permitir que estas acedam a funcionalidades que decerto não lhes estariam
disponíveis, caso a opção fosse gerir fisicamente a sua infraestrutura.
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