sábado, 5 de maio de 2012

Torre de Controlo III


  Temos de de fazer todos os esforços para minorar o isolamento das ilhas mais periféricas e com menos população. Mas, temos de entender que não é esbanjando dinheiro que se consegue atingir esse objectivo. A melhor maneira de se melhorarem as condições nessas ilhas, é promover a prosperidade da sua economia. Não há estado social sem crescimento económico ou prosperidade. O Corvo muito facilmente pode viver quase exclusivamente do turismo. Sendo uma ilha mais pequena, o impacto necessário para que isso aconteça é bem menor. Agora, é necessário que se façam investimentos nesse sentido. Não em vaidades. É preciso perceber que o turista que vai ao Corvo não valoriza as condições da gare, e muito menos da torre de controlo. Mesmo porque faz todo o sentido que o grosso da operação deva ser feita a partir das Flores via mar. No entanto Santa Cruz tem um porto minúsculo e um grande aeroporto, e o Corvo tem um moderníssimo aeroporto e um porto ridículo. Percebe-se onde falham as prioridades deste GRA? A falta de integração de políticas é por demais evidente, o que resulta nestes exemplos caricatos.

  Este exemplo é apenas isso, um exemplo, como também já foi aqui referido existem muitos outros, e provavelmente a maioria até em São Miguel. Nem quero que os corvinos pensem que a minha posição é contra eles, não é, bem pelo contrário. A lista de investimento despropositados é infindável, e todos os partidos têm responsabilidades, seja o GRA ou seja ao nível das autarquias, e em todas as ilhas. Só para referir alguns: Cais de Cruzeiros de Angra, Portas do Mar, Porto de Pesca da Povoação, Museus de Arte Contemporânea, Nonagons, Prolongamento da pista do aeroporto da Horta, Marina da Graciosa, entre outros. Basta somar o valor destes elefantes brancos.

  O que é imprescindível, é garantir que durante este período de campanha as pessoas não se deixem impressionar por promessas, mesmo porque não vai haver dinheiro para metade. Exijam sim investimento reprodutivo de riqueza, feito com bom senso. Não é altura para loucuras, ou até mesmo arriscar, é altura de centrar a nossa economia naquilo que poderá recuperar o crescimento. Porque sem crescimento, teremos aumento do deficit, perda de autonomia, mais desemprego e mais deterioração das condições de vida.


Sem comentários:

Enviar um comentário